A preocupação que poucos veem, mas muitos carregam
Quem cuida de uma criança com desenvolvimento atípico, especialmente no contexto do TEA, sabe:
Não é só o agora que preocupa.
É o depois.
É o futuro.
É o “E se eu faltar?”
Essa angústia silenciosa acompanha muitos pais e mães.
Às vezes, é abafada pela rotina.
Outras vezes, aparece forte ao fim do dia, em forma de medo ou choro escondido.
O que está por trás dessa angústia com o futuro?
- O medo da autonomia nunca chegar
- A dúvida se alguém cuidará com o mesmo carinho
- A sobrecarga de não poder “adoecer” nunca
- A culpa por pensar em si
- A insegurança com os serviços de saúde ou apoio disponíveis
É comum que mães e pais relatem esse tipo de sentimento:
“Tenho medo de não estar mais aqui e ninguém entender os sinais que meu filho dá. Só eu sei decifrar seus olhares e sons. Só eu consigo acalmá-lo nos momentos de crise.”
Esses pensamentos não são exageros. São expressões legítimas de amor, vínculo e responsabilidade.
É normal ter medo. Mas é possível não viver refém dele.
É natural se preocupar com o futuro.
Mas viver constantemente sob essa tensão pode adoecer o presente.
O medo precisa ser ouvido, mas também organizado e cuidado.
O que pode ajudar?
- Buscar rede de apoio (familiar, comunitária, profissional).
- Registrar informações: rotinas, medicações, preferências , tudo o que facilite o cuidado futuro.
- Planejamento legal e financeiro: pensões, tutelas, orientações jurídicas (com ajuda especializada).
- Cuidar da sua saúde mental: para não colapsar emocionalmente.
- Apostar em estimulação e autonomia hoje, mesmo que sejam pequenos passos.
Não se trata de controlar o futuro.
Mas de construir segurança no presente, em você e ao redor da criança.
A importância de conversar sobre isso
O medo paralisa quando é vivido sozinho.
Muitos casais evitam falar sobre isso para “não piorar”.
Mas o silêncio aumenta a ansiedade.
Muitas mães compartilham que só começaram a se sentir mais calmas depois que conversaram com o parceiro, com a terapeuta, com alguém da família.
Nem sempre a conversa traz uma solução imediata, mas tira o peso de carregar tudo sozinha.
Falar é o primeiro passo para transformar o medo em ação.
Como a Terapia Pode Ajudar Famílias e Casais
Como terapeuta, acredito que o suporte emocional e prático é essencial para famílias que enfrentam os desafios de criar um filho com necessidades especiais. Meus serviços de orientação parental, terapia de casal e terapia familiar são projetados para:
- Fortalecer a conexão familiar: Ajudo famílias a criarem estratégias para lidar com desafios diários e planejar o futuro com confiança.
- Apoiar casais: A terapia de casal ajuda a alinhar expectativas e fortalecer a parceria, essencial para enfrentar as demandas do cuidado com um filho.
- Promover o bem-estar: A orientação parental oferece ferramentas práticas para reduzir o estresse e aumentar a confiança dos pais.
Transforme Preocupações em Ação
Planejar o futuro dos cuidados de saúde do seu filho pode parecer desafiador, mas com as estratégias certas e o suporte adequado, é possível transformar receios em confiança. Como terapeuta, estou comprometida em ajudar famílias e casais a encontrarem equilíbrio e segurança nesse processo. Entre em contato para saber mais sobre meus serviços de orientação parental, terapia de casal ou terapia familiar.
Vamos conversar?
A terapia pode ser o espaço seguro para lidar com essas angústias, reorganizar seus recursos e fortalecer o presente, enquanto o futuro é construído com mais clareza.
Terapia familiar • Casal • Orientação parental







Deixe um comentário