Como o cuidado constante pode esvaziar emocionalmente , e o que fazer a respeito.
“Eu amo, mas estou exausta.”
Essa frase ecoa no coração de muitos cuidadores — especialmente mães, pais e familiares que se dedicam intensamente aos filhos com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Cuidar de alguém que depende de você emocionalmente, fisicamente e estruturalmente pode ser profundamente gratificante. Mas também pode ser devastador quando o cuidado vem acompanhado de silêncio, solidão, autocobrança e um cansaço invisível que ninguém vê.
Quando o amor vira sobrecarga
Não é fácil admitir que o ato de cuidar cansa. Há uma culpa silenciosa que impede muitos cuidadores de dizer:
“Eu não estou bem.”
“Estou no limite.”
“Sinto falta de mim mesma.”
Mas o cansaço emocional não é falta de amor. Ele é a soma do acúmulo de tarefas, da privação de sono, da ausência de pausas, da vigilância constante e da sensação de que ninguém mais consegue fazer como você faz.
É aquele peso diário de ser o responsável por manter tudo funcionando — ao mesmo tempo em que sente que está se perdendo aos poucos.
Sinais de que você está emocionalmente esgotado
Esse esgotamento emocional vai além do corpo. Ele afeta o modo como você pensa, sente e se relaciona. Pode se manifestar assim:
- Irritabilidade constante, até com quem você ama
- Dificuldade de concentração
- Choro fácil ou sensação de apatia
- Sono agitado ou insônia
- Sensação de estar “no automático”
- Culpa por desejar um tempo só para você
- Perda de prazer nas coisas que antes te alegravam
Se você se identifica com dois ou mais desses sintomas, é um sinal claro de que seu emocional está pedindo socorro.
Cuidar de si também é um ato de amor
Não há como sustentar um cuidado saudável se você estiver se desintegrando por dentro. É como tentar abastecer um carro com o tanque vazio: o motor pode até funcionar por um tempo, mas logo para.
Cuidar de si não é egoísmo, é sobrevivência emocional.
Permita-se:
- Pedir ajuda (mesmo que pequena)
- Ter um tempo só seu, nem que sejam 10 minutos de silêncio
- Expressar o que sente sem medo de julgamento
- Reconhecer suas próprias dores — sem minimizar
Você também precisa ser cuidado
Talvez você esteja acostumada a ser o apoio de todos. A forte. A que resolve. A que estuda as terapias, vai às consultas, gerencia as crises e ainda prepara o jantar.
Mas quem cuida de você?
Aqui, o espaço terapêutico entra como um lugar seguro, de descanso emocional, onde você pode falar sem filtros, chorar sem vergonha e se ouvir sem medo.
A terapia individual, de casal ou familiar pode ajudar a:
- Reorganizar sua rotina emocional
- Redescobrir sua identidade além do cuidado
- Estabelecer limites saudáveis
- Fortalecer os vínculos dentro da família
- Resgatar o prazer de viver — não apenas sobreviver
Você também merece cuidado.
Se você está se sentindo sobrecarregada, esgotada ou invisível dentro da sua própria rotina, saiba que há caminhos de cuidado também para você.
Como terapeuta sistêmica, atendo famílias e casais que convivem com o diagnóstico de TEA e que desejam resgatar a leveza, o equilíbrio e a saúde emocional diante dessa jornada tão intensa.
Vamos conversar?
Ofereço atendimentos em:
🔹 Terapia Individual
🔹 Terapia de Casal
🔹 Terapia Familiar
🔹 Orientação Parental especializada
Você não precisa carregar tudo sozinha. Às vezes, tudo o que você precisa é de um espaço seguro para ser ouvida e começar a se reencontrar.








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